Michele Gennaro
PSICOLOGIA e CARREIRA
MICHELE GENNARO • CRP 06/159123

Transtorno de pânico: sintomas, diferença para ansiedade e quando buscar ajuda

Resposta rápida: ataque de pânico é uma crise súbita de medo intenso, com sintomas como coração acelerado, falta de ar, tontura e sensação de perder o controle, que atinge o pico em poucos minutos. O transtorno de pânico é considerado quando os ataques se repetem e vêm com preocupação persistente de que ocorram de novo. O diagnóstico é feito por profissional de saúde.

O que é um ataque de pânico

É uma crise súbita de medo intenso que atinge o pico em poucos minutos. Costuma vir com sintomas físicos fortes: coração acelerado, falta de ar, suor, tremores, tontura, formigamento, náusea e sensação de perder o controle ou de que algo grave vai acontecer. Dura, em geral, alguns minutos, mas parece muito mais tempo.

E o transtorno de pânico?

Uma pessoa pode ter um ataque de pânico isolado sem ter transtorno. O transtorno de pânico é considerado quando os ataques se repetem, surgem sem um motivo claro e vêm acompanhados de preocupação constante com a chance de ter outro ou de mudanças de comportamento para evitá-lo. O diagnóstico é feito por profissional de saúde.

Pânico e ansiedade: qual a diferença

  • Ansiedade: preocupação e tensão que costumam crescer aos poucos e ligar-se a situações ou pensamentos específicos. Veja ansiedade no trabalho.
  • Pânico: crise abrupta e intensa, com pico rápido e sintomas físicos marcantes.

Pânico e trabalho

Pressão constante, estresse, pouco sono e muita cafeína podem contribuir para o aparecimento de crises em algumas pessoas. Também é comum passar a evitar reuniões, elevadores, transporte ou apresentações por medo de ter uma crise, o que limita a vida profissional.

Importante: quando procurar atendimento médico

Os sintomas de um ataque de pânico se parecem com os de problemas cardíacos e respiratórios. Se for a primeira vez, se houver dor forte no peito, falta de ar intensa, desmaio ou dúvida sobre a gravidade, procure atendimento médico de urgência (SAMU 192 ou pronto-socorro). Só depois de avaliação médica é possível ter mais segurança de que se trata de pânico.

O que pode ajudar durante uma crise

  • Lembrar que a crise é desconfortável, mas passa.
  • Respirar devagar, inspirando pelo nariz e soltando o ar lentamente pela boca.
  • Ancorar-se no presente: nomear cinco coisas que você vê, quatro que você toca, três que você ouve.
  • Evitar lutar contra os sintomas e esperar a onda baixar.

Tratamento

A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma das abordagens mais estudadas para o transtorno de pânico, trabalhando a interpretação dos sintomas e a retomada gradual do que foi evitado. Em alguns casos, o psiquiatra pode indicar medicação. Cada caso é único, e não há resultado garantido.

Perguntas frequentes

Ataque de pânico mata?
O ataque de pânico, em si, não é perigoso, mas seus sintomas se parecem com os de condições médicas graves. Na primeira crise ou diante de dúvida, procure atendimento médico.
Pânico tem cura?
Muitas pessoas melhoram bastante com tratamento adequado, que pode incluir psicoterapia e, quando indicado, medicação. Cada caso é diferente e a avaliação é individual.
Como saber se foi pânico ou ansiedade?
O pânico é uma crise abrupta e intensa com pico em minutos. A ansiedade costuma ser mais gradual. Só uma avaliação profissional pode confirmar o quadro.

Passou por uma crise e quer entender?

A psicoterapia online pode ajudar a compreender o que está acontecendo e a retomar o que ficou limitado pelo medo.

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Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação psicológica ou médica. Em situação de crise emocional, procure atendimento de urgência ou ligue para o CVV (188), disponível 24 horas.